Anfiteatro

Anfiteatro “Alceu Maynard Araújo

O anfiteatro conta com 100 lugares

Alceu Maynard Araújo

Paulista de Piracicaba, onde nasceu aos 21 de dezembro de 1913, Alceu Maynard Araújo cedo se mudou com a família para a vizinha cidade de Botucatu – cidades as quais ficaria para sempre ligado por laços afetivos e familiares. Por isso, costumava dizer-se “um orgulhoso piracicabano-botucatuense”. Em Botucatu, completou os primeiros estudos e, em seguida, graduou-se professor pela Escola Normal Oficial do Estado. Com o diploma de professor, Maynard Araújo foi lecionar na cidade de Pirambóia, mas logo mudou-se para a capital, para morar e trabalhar na Associação Cristã de Moços e cursar a Escola Superior de Educação Física de São Paulo. Protestante presbiteriano de vigorosas convicções, Maynard Araújo desejava se tornar missionário entre as tribos indígenas brasileiras. Depois de ingressar na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, ele daria nova direção a esse ideal religioso: com sólido preparo etnológico, especializou-se em pesquisas de comunidades rurais “dedicando todo o seu amor ao caipira”, no dizer do etnólogo Herbert Baldus, de quem foi aluno. E seria Baldus, no prefácio da opera magna de Maynard Araújo, Folclore Nacional (1964), quem traçaria um arguto perfil do ex-aluno: “De fato, como professor procurei incutir nele a importância do empirismo e a desconfiança contra a especulação teórica. Esta orientação científica combinou-se com sua grande capacidade de entabular relações humanas, sua bondade natural, sua alegria, sua constante disposição de sacrificar qualquer conforto pessoal em prol de um ideal, seu fino senso de observador, seu dinamismo perpétuo em colher dados escrevendo, desenhando, gravando, fotografando e filmando, e, por fim, sua facilidade em elaborar e reproduzir esses dados. Resultado: a ‘exposição descritiva’ que lhe trouxe não somente o reconhecimento oficial por meio de prêmios e títulos, mas – o que vale mais – fez seus numerosos artigos e monografias serem publicados por revistas de alto padrão científico e casas editoras de renome. Essa “bondade natural” descrita por Baldus já havia levado Maynard Araújo, na juventude, a criar, ao lado de Mário de Andrade e Nicanor Miranda, o Clube de Menores Operários, do Departamento Municipal de Cultura, experiência pioneira no exercício público da cidadania com a assistência não-paternalista aos filhos de operários de São Paulo.

Na Escola de Sociologia e Política, Maynard Araújo iniciou o aprendizado etnográfico e sociológico que o transformaria em um dos mais importantes especialistas em folclore da história das ciências sociais no Brasil, com trabalhos reconhecidos pela comunidade acadêmica internacional.

Nessa Escola, da qual posteriormente seria professor e diretor, Maynard Araújo foi assistente dos professores Emilio Willens e Donald Pierson, nomes referenciais nas ciências sociais internacionais, e chefe de pesquisas sociológicas no rio São Francisco, trabalho que lhe rendeu o livro Populações Ribeirinhas do Baixo São Francisco (1961), cuja atualidade mereceria a reflexão dos poderosos do dia. Na Escola, terminada a graduação fez o Curso de Relações Internacionais e concluiu o doutorado em Antropologia Social. Posteriormente, cursaria a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e receberia o grau de bacharel. Além da Escola de Sociologia e Política, Maynard Araújo foi professor, entre outras instituições, da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas da Universidade de São Paulo e da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Em 1964, foi eleito para a Academia Paulista de Letras.

Alceu Maynard Araújo faleceu em 1974 e deixou viúva a Professora Cecília Macedo de Araújo e os filhos Marcos, Ricardo e Suzana.

Fonte: http://www2.uol.com.br/alceumaynardaraujo/

2 comentários

Nenhuma menção ainda

  1. maria cunha disse:

    Bom dia.
    Gostaria de receber a programação de Janeiro e Fevereiro, da Biblioteca Municipal.
    Obrigada. Maria

    1. dante disse:

      Bom dia,
      A Biblioteca Pública Municipal começa com a programação a partir de fevereiro com:
      07/02 Reunião dos Orquidófilos ás 19h30
      13/02 Reunião ComCult (Conselho Municipal de Cultura ás 19h00 Anfiteatro
      13/02 Reunião Golp (Grupo Oficina Literária de Piracicaba) ás 19h30 Sala de Leitura
      14/02 Sarau Literário (Homenagem aos funcionários e ex funcionários da Biblioteca) ás 19h00 Anfiteatro
      25/02 Palestra sobre drogas (Palestrante Professor Fábio de Assis da Escola Técnica Uni-Pró) ás 8h00 Anfiteatro
      25/02 Reunião Clip (Centro Literário de Piracicaba) ás 15h00 Anfitetro
      27/02 Reunião Golp (Grupo Oficina Lieterária de Piracicaba) ás 19h30 Sala de Leitura
      28/02Reunião dos Orquidófilos ás 19h30 Anfiteatro

      Programação sujeita alteração.

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